Crônica relembra o papel social das barbearias ao longo das décadas
Luarlindo Ernesto recorda barbearias como pontos de convivência e circulação de histórias antes da internet e dos telefones celulares.
Em crônica, Luarlindo Ernesto descreve os salões de barbeiro como antigos centros de convivência masculina, onde circulavam histórias da vida pública e privada antes da popularização da internet, dos celulares e das redes sociais.
O autor recorda o salão do pai de um amigo, próximo à antiga sede do jornal Última Hora, na Rua Sotero Reis, e diz que ali conheceu Nelson Rodrigues, com quem depois conviveu na redação. Também menciona o assassinato do mafioso Albert Anastasia em uma barbearia do Hotel Park Sheraton, em Manhattan, em 25 de outubro de 1957.
Ao tratar das mudanças de estilo, Ernesto relembra o corte Príncipe Danilo, inspirado no jogador Danilo Alvim e popular nas décadas de 1940 e 1950, além das costeletas e dos cabelos compridos da década de 1960 e dos desenhos hoje feitos em cortes rentes.
A narrativa termina em uma reunião do Principado de Água Santa, na qual o barbeiro Cláudio cuidou de barba, cabelo e bigode dos veteranos. Uma pequena chama perto de uma barba recém-aparada levou à lembrança do provérbio espanhol sobre colocar a própria barba de molho ao ver a do vizinho arder.
E.Klein--LiLuX